Os campeonatos de futebol de várzea do município Governador Lindenberg na região Noroeste do Estado movimentam a economia e geralmente acirram as rivalidades entre os times de futebol deste pequeno produtor de café e camarão do Espírito Santo. Este ano está acontecendo a sétima edição do Campeonato Municipal de Futebol Amador, que conta com a participação de 14 times de diversas localidades do pequeno município.
Os jogos são realizados todos os fins de semana e funcionam na forma de pontos corridos e de turno e returno, como o Campeonato Brasileiro. Eles são organizados pelas comunidades que participam do campeonato com o auxílio da Secretaria de Esportes da prefeitura e patrocinado por empresas da região.
O representante do comitê de organização Rogério Galvão afirmou que esses campeonatos trazem turistas para o município que tem poucos lucros vindos dessa área. “Os jogos trazem pessoas de outras localidades para assistirem e se divertirem conosco, isso movimenta o mercado do turismo aqui, visto que não somos tão procurados por turistas como outros lugares famosos do estado”, declarou Rogério.
O ultimo time a ser campeão foi o Santo Antônio do Fereguette que começou ano passado e já ganhou o titulo. O agricultor Junior Leonardelli que joga neste time na posição de meio de campo contou que esse evento promove a interação entre as famílias e promove o espírito de competição além de ser a diversão do fim de semana local.
“Com os jogos no fim de semana todas as famílias se divertem, aproveitam para matar a saudade de parentes distantes além de torcerem pelos familiares que estão jogando. Algumas mulheres até brigam com outras por causa dos maridos em campo”, Ironizou o jogador.
As mulheres
Elas gritam, esbravejam e se divertem com os maridos em campo, algumas até brigam e discutem com outras por causa de palavrões que são ditos a respeito de seus maridos. A bibliotecária Géssica Ferrari afirmou que já brigou muito com outras mulheres que falaram mal de seu namorado Geandro Morello jogador do time Barra Futebol Clube. “Eu até já fiz contra uma garota que estava dizendo que meu namorado é ‘um perna de pau’, mas depois eu me acostumei às provocações que são feitas fora de campo”, declarou Géssica.
"Algumas mulheres até brigam com outras por causa dos maridos em campo”. Junior Leonardelli, jogador.
Outra torcedora assídua de futebol Danieli de Souza mulher do atacante Diones Prando do time Santo Antônio afirmou que não se importa com as provocações que são feitas na hora do jogo. “Acredito que toda provocação é valida para tentar desconcentrar os jogadores, mas isso tudo é uma boa brincadeira. Além do mais, acho que as mulheres que ficam provocando queriam mesmo é estar lá jogando, acho que um time de mulheres seria bem legal, mas ninguém anima na organização de um”, finalizou Danieli.